Trombonista, compositora e arranjadora pernambucana apresenta turnê com repertório autoral e homenagem ao maestro
A trombonista, compositora e arranjadora pernambucana Neris Rodrigues chega a São Paulo com a turnê do “Tributo a Moacir Santos – 100 anos”, espetáculo que celebra o centenário de nascimento de um dos nomes fundamentais da música brasileira do século XX. Natural de Olinda, Neris lidera o projeto Neris Rodrigues e O Trombonando, em uma formação instrumental que une frevo, jazz, funk, coco, ritmos afro-brasileiros e referências da música de matriz ancestral. Após imenso sucesso na passagem pelo Rio de Janeiro, ela desembarca no SESC Pompeia no dia 16 de julho, quinta-feira, às 21h, e recebe a participação especial do conterrâneo Zé Cafofinho.
A artista apresenta uma suíte de composições autorais e uma suíte dedicada à obra de Moacir Santos (1926 – 2006), maestro, compositor, arranjador e multi-instrumentista pernambucano reconhecido por sua contribuição decisiva para a música instrumental brasileira, o samba-jazz, o afro-jazz e a renovação harmônica da MPB. Ela leva ao palco um trabalho que parte da tradição musical de Pernambuco, mas se projeta em linguagem contemporânea. Em seu show, o trombone aparece como voz principal de uma pesquisa sonora marcada por pedais, sintetizadores, polifonias e arranjos que aproximam a herança do frevo e das culturas afro-brasileiras de uma escuta atual e afrofuturista.

A homenagem a Moacir Santos ocupa lugar central no espetáculo. Nascido em Pernambuco, o maestro construiu uma linguagem própria ao reunir ritmos afro-brasileiros, sofisticação harmônica, jazz e tratamento orquestral. O seu álbum “Coisas”, lançado em 1965, permanece como uma das obras mais influentes da música instrumental brasileira. Para Neris, revisitar esse repertório é também reafirmar a permanência de uma música brasileira inventiva, negra, nordestina e universal.
Com mais de duas décadas de atuação em diferentes formações, de bandas populares a orquestras, Neris Rodrigues é bacharel em Música pela Universidade Federal de Pernambuco e tem trajetória ligada ao frevo, à música instrumental e à formação de novos músicos. Já participou de projetos e apresentações com nomes e grupos como Cordel do Fogo Encantado, Maestro Spok, Maestro Edson Rodrigues, DJ Dolores, Sa Grama, Transversal Frevo Orquestra, Orquestra 100% Mulher e Projeto Frevo Negro, entre outros.
Como arranjadora, assinou trabalhos para artistas da cena contemporânea, incluindo parcerias em discos de Johnny Hooker. Também liderou o movimento Mulheres Trombonistas do Brasil, defendendo maior presença feminina no ensino da música, nos palcos e na liderança de formações instrumentais.
Em “Neris Rodrigues e o Trombonando”, a artista assume o trombone como instrumento de fala, identidade e afirmação. Acompanhada por cinco músicos, ela constrói um show de forte presença cênica e musical, no qual o virtuosismo técnico se soma a uma reflexão sobre território, ancestralidade, negritude e protagonismo feminino na música instrumental brasileira.
Formação musical:
Neris Rodrigues – trombone e direção musical
Balbino – piano
Ary Eira – baixo
Leo Correia – guitarra
Percuteria – Gilberto Bala
Serviço:
Local: SESC Pompeia – R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo – SP
Dia e hora: 16 de julho, às 21h
Entrada: gratuita, ingressos pelo site https://www.sescsp.org.br/programacao/neris-rodrigues-e-o-trombonando-pe/
Sobre Neris Rodrigues
Natural de Olinda, em Pernambuco, Neris Rodrigues é trombonista, compositora, arranjadora, pesquisadora, produtora musical e bacharel em Música pela Universidade Federal de Pernambuco. Sua trajetória atravessa o frevo, a música instrumental brasileira, as práticas de matriz afro-brasileira e a experimentação sonora contemporânea. À frente do projeto Neris Rodrigues e o Trombonando, desenvolve uma pesquisa autoral em que o trombone conduz uma narrativa musical ligada à ancestralidade, ao território e à presença feminina na música instrumental.
Sobre Moacir Santos
Nascido em Pernambuco, Moacir Santos tornou-se um dos mais importantes compositores, arranjadores e maestros da música brasileira. Multi-instrumentista, professor e criador de uma linguagem própria, fundiu ritmos afro-brasileiros, jazz, música erudita e música popular em uma obra de grande sofisticação. O seu disco “Coisas”, de 1965, é considerado um marco da música instrumental brasileira. Moacir também atuou como professor de nomes fundamentais da MPB e da Bossa Nova e desenvolveu carreira no Brasil e nos Estados Unidos.
Rede social: @neristrombonando
(Fotos: Divulgação)