Em São Paulo, Prefeitura de Feira de Santana conclui na B3 leilão da concessão da Zona Azul

Em São Paulo, Prefeitura de Feira de Santana conclui na B3 leilão da concessão da Zona Azul

Projeto da segunda maior cidade da Bahia está avaliado em R$ 134,7 milhões

Feira de Santana, no interior da Bahia, atraiu o interesse do mercado de infraestrutura urbana nesta terça-feira, 4 de agosto, na B3, em São Paulo, onde foi arrematada a concessão dos serviços de estacionamento rotativo público do município, a Zona Azul. O certame consagrou vencedor o consórcio ZAD Feira de Santana (Zona Azul Digital) Corretora RJI, que ofereceu 36,19% pela outorga variável do contrato, com vigência de 20 anos, 11,19% acima do que estava previsto.

O modelo é um dos maiores do gênero já estruturados por um município do interior baiano, com investimentos e custos operacionais projetados em R$ 134,7 milhões ao longo da concessão. O contrato abrange a gestão de aproximadamente 6,4 mil vagas rotativas, com implantação de plataformas digitais, sistemas de fiscalização eletrônica e novos padrões de sinalização.

“Feira de Santana está dando um passo histórico para a mobilidade urbana. Estamos atraindo investimento privado de peso para modernizar um serviço essencial para quem vive e trabalha na nossa cidade, com transparência e responsabilidade fiscal. Isso é a prova de que Feira segue como uma das cidades mais atrativas do interior do Brasil para quem quer investir com segurança”, afirmou o prefeito José Ronaldo.

A operação reforça um movimento observado em municípios brasileiros que têm recorrido à B3 para dar musculatura financeira e transparência a concessões urbanas antes restritas a processos locais. Não é a primeira vez que Feira de Santana adota esse caminho: a Prefeitura já havia levado à B3 a licitação da PPP do novo Hospital Municipal, também estruturada com o apoio da bolsa. Para Feira de Santana, o resultado da Zona Azul confirma a atratividade da cidade para capital privado e amplia a régua de projetos estruturados fora dos grandes centros.

A Prefeitura projeta que a nova gestão do sistema deve ampliar a rotatividade de vagas, facilitar o acesso ao comércio e tornar a mobilidade urbana mais eficiente. O consórcio vencedor tem sete dias úteis para apresentar o projeto de execução, que será analisado pelo órgão de trânsito da cidade. A ideia é que a execução já seja iniciada ainda este ano.

(Fotos: Divulgação)

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