Antes da StartFlow Digital, Otávio Mendes Cândido teve uma loja virtual que não saiu do papel e vendas de produtos digitais que nunca engrenaram. Foi ali que descobriu o que faltava para empreender de verdade.
Aos 14 anos, Otávio Mendes Cândido já sabia o que queria: ter o próprio negócio. Não tinha capital, não tinha experiência, não tinha nem certeza de por onde começar. O que tinha era a vontade – e foi só isso que sobrou depois das duas primeiras tentativas não darem certo, segundo relato do próprio empresário à Sonho & Negócios.
A loja que não resistiu à falta de investimento
A primeira tentativa foi uma loja virtual. Sem capital de giro suficiente para sustentar o negócio nos primeiros meses, o projeto não saiu do lugar. É um erro comum – e caro – de quem começa a empreender cedo: subestimar quanto dinheiro é preciso só para manter as portas abertas até o negócio engrenar. A Revista State descreveu esse período como parte de uma trajetória de “dizer sim a si mesmo” mesmo diante de respostas negativas do mercado.
Vender sem constância também é um problema
A segunda tentativa foi diferente: produtos digitais, vendidos pela internet. Dessa vez, vendas existiram – só que de forma esporádica, sem volume ou regularidade para sustentar qualquer coisa parecida com um negócio de verdade. Segundo o Portal Olhar Dinâmico, foi nessa fase que Otávio aprendeu, na prática, a diferença entre vender uma vez e construir um fluxo de vendas – uma das lições mais difíceis (e mais caras) para quem empreende sozinho e sem mentoria.
O que mudou na terceira tentativa
A StartFlow Digital, negócio de venda de sistemas pela internet que Otávio comanda hoje, nasceu justamente do que sobrou das duas tentativas anteriores: a consciência de que era preciso mais planejamento financeiro e mais consistência do que vontade sozinha. É um segmento que exige mais domínio técnico do que os anteriores – e, conforme destacou o CenárioMT, reflete diretamente esse amadurecimento.
A lição que fica

Otávio resume o aprendizado numa frase direta:
“nem tudo que dá errado é ruim, às vezes precisamos dos erros para acertar no futuro”.
Não é força de expressão – é o retrato prático de alguém que testou, errou, ajustou e só então construiu algo que se sustenta. A trajetória, contada em detalhes pela Sonho & Negócios e repercutida pela Revista State, pelo Portal Olhar Dinâmico e pelo CenárioMT, é um lembrete simples para quem está começando agora: o problema raramente é a ideia – é aguentar financeiramente e operacionalmente até ela funcionar.