Casa Bradesco recebe encontro sobre Curaçao e o novo luxo no turismo de experiências

Casa Bradesco recebe encontro sobre Curaçao e o novo luxo no turismo de experiências

Realizado na Casa Bradesco, na Cidade Matarazzo, em São Paulo, evento reuniu um seleto grupo de agências e operadoras e promoveu debate com Sophia Martins, Renata Yano e Fabiana Simões sobre Curaçao, comportamento, lifestyle e as novas escolhas do viajante contemporâneo.

SÃO PAULO — A Casa Bradesco, localizada na Cidade Matarazzo, em São Paulo, recebeu, no dia 15 de setembro, um encontro dedicado a apresentar Curaçao ao mercado brasileiro sob uma perspectiva que vai além do turismo tradicional. A programação reuniu profissionais de agências e operadoras para discutir experiências, comportamento, lifestyle e as transformações na maneira de viajar.

O encontro contou com a participação da Lékè Destination Strategy & Representation, empresa especializada em estratégia e representação de destinos turísticos, aproximando o destino e seus parceiros do trade brasileiro.

A arte também fez parte da experiência. A artista Cris Conde esteve presente com uma exposição de suas obras e presenteou os participantes com uma de suas criações, transformando a arte em uma extensão da proposta do encontro: criar experiências que permanecem na memória para além daquele momento.

Um dos destaques da noite foi o talk “O Novo Luxo: Quando Viajar é Sentir”, que reuniu Sophia Martins, Renata Yano e Fabiana Simões, com mediação de Janaína Araújo, fundadora da Lékè Destination Strategy & Representation.

A conversa partiu de uma questão cada vez mais presente no turismo de alto padrão: o que faz uma viagem ser realmente especial hoje?

Durante o painel, as convidadas abordaram a mudança na percepção de luxo. Se durante muito tempo o conceito esteve fortemente associado a preço, ostentação e bens materiais, o viajante contemporâneo passou a valorizar outros ativos: tempo, privacidade, liberdade, autenticidade, atendimento personalizado e experiências capazes de criar memória e conexão emocional.

Brasil ganha relevância para o turismo de Curaçao

Curaçao vive um momento de expansão no mercado brasileiro. Em 2025, a ilha recebeu 39.418 visitantes do Brasil, posicionando o país como o quinto maior mercado emissor de turistas para o destino, segundo dados do Curaçao Tourist Board.

O movimento acompanha o crescimento internacional da ilha, que registrou 788.427 turistas com pernoite em 2025, alta de 13% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é alcançar 50 mil visitantes brasileiros.

Localizada no sul do Caribe, Curaçao combina praias de águas cristalinas, gastronomia, cultura e uma identidade arquitetônica singular, especialmente em Willemstad, sua capital. O destino vem ampliando sua presença no Brasil ao apostar em experiências que ultrapassam o tradicional turismo de sol e mar e dialogam com um viajante interessado em cultura, lifestyle, hospitalidade e experiências autênticas.

Nesse movimento, a atuação de empresas de representação como a Lékè contribui para aproximar destinos internacionais de agências, operadoras e demais profissionais do turismo brasileiro, transformando conhecimento sobre o território em possibilidades concretas de comercialização e novos produtos.

Quando o luxo deixa de ser apenas material

Sophia Martins trouxe para a conversa seu olhar sobre luxo, comportamento e lifestyle, conectando o turismo a outro setor em que atua: o mercado imobiliário de alto padrão.

Para ela, existe uma aproximação cada vez maior entre os conceitos de morar e de se sentir hospedado. Empreendimentos residenciais incorporam referências da hotelaria, enquanto hotéis e destinos investem em experiências capazes de fazer o visitante desenvolver uma relação de pertencimento com o lugar.

“No mercado imobiliário de alto padrão, percebo a mesma transformação que acontece no turismo. O cliente não compra apenas metros quadrados, assim como o viajante não compra apenas uma diária. Ele compra a experiência que aquele espaço é capaz de proporcionar. O novo luxo está muito mais relacionado a como você vive e se sente do que simplesmente ao que você possui”, afirma Sophia Martins.

Essa transformação ajuda a explicar a aproximação crescente entre turismo, hotelaria, arquitetura, mercado imobiliário e lifestyle. Residências com serviços inspirados na hospitalidade, branded residences e empreendimentos que incorporam experiências típicas da hotelaria são alguns dos reflexos desse novo comportamento de consumo.

Uma das provocações do painel foi justamente entender onde termina o luxo material e começa o luxo da experiência.

Conforto, arquitetura, gastronomia, serviços e exclusividade continuam fazendo parte desse universo. Para um público cada vez mais experiente, porém, esses elementos isoladamente já não são suficientes. O valor também está na forma como são entregues e, principalmente, na experiência que conseguem proporcionar.

“Luxo não é necessariamente ter mais. É poder viver melhor. E isso vale tanto para o imóvel onde você escolhe morar quanto para o destino onde decide passar alguns dias”, acrescenta Sophia.

Da escolha do destino à memória da viagem

Curaçao serviu como ponto de partida para levar essa discussão à prática. Para as agências e operadoras presentes, conhecer as diferentes dimensões de um destino amplia também as possibilidades de desenvolver produtos e roteiros voltados a viajantes que procuram mais do que uma sequência de atrações.

Nesse novo cenário, a pergunta deixa de ser apenas “para onde viajar?” e passa a incluir “o que quero viver quando chegar lá?”.

O encontro na Casa Bradesco colocou em discussão uma transformação que impacta diretamente o mercado de turismo: quanto maior o acesso a destinos, hotéis e informações, maior também é a necessidade de diferenciação pela experiência.

A viagem passa a ser construída não somente a partir de hospedagem, transporte e atrações, mas pela capacidade de proporcionar histórias, sensações e conexões que façam sentido para cada perfil de viajante.

Com o Brasil já entre seus principais mercados emissores, Curaçao amplia esse diálogo apresentando-se não apenas como um destino a ser visitado, mas como um território a ser experimentado.

A discussão realizada na Casa Bradesco deixou uma reflexão que sintetiza o conceito do encontro: no novo luxo, talvez o maior valor de uma viagem não esteja naquilo que o viajante pode comprar ou levar na mala, mas naquilo que permanece com ele depois que volta para casa.

(Crédito: Divulgação)

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