A balada catártica é a mais nova amostra de seu aguardado terceiro álbum de estúdio, ‘Green Island Days’.
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O músico londrino Josh Edwards, mais conhecido como Blanco White, lançou o seu novo single “Sun King” recentemente. A faixa faz parte do seu terceiro álbum de estúdio, ‘Green Island Days’, que chega em 20 de novembro.
O novo álbum marca uma profunda transformação para o Blanco White. Escrito no Brasil durante e após as consequências de um término devastador, ‘Green Island Days’ atua como uma busca por um senso de si mesmo, servindo, em última análise, como uma afirmação terna e muito necessária do espírito humano. O trabalho trança os seus fios de flamenco, folk e composição ambiente para formar algo orgânico e cru.
A sua profunda imersão no Brasil rendeu não apenas inspiração nas majestosas paisagens florestais do país, mas também colaborações vitais com músicos locais. O baterista Pedro Fonte foi um dos elementos essenciais para a criação do disco, não apenas por sua bateria, mas pela maneira como introduziu Edwards à cena musical do Rio de Janeiro durante a composição do álbum. O percussionista Pilo Adami atuou como o “braço direito” de Edwards, ajudando-o a dar corpo aos rascunhos das canções, enquanto o violinista Charlie Schurr ajudou a preencher a lacuna entre as influências celtas de Adami e o seu lado mais brasileiro.
O single “Sun King” é um dos frutos desta colaboração. Escrito e lançado em parceria com a artista paulistana Francisca Barreto, é uma balada deslumbrante que cresce até se tornar uma onda catártica de sintetizadores e voz. Edwards afirma que levou mais tempo para concluir essa faixa do que qualquer outra coisa que já escreveu, e é possível ouvir esse cuidado em cada batida.
Segundo Edwards, a complexidade da faixa foi necessária para traduzir uma visão otimista sobre o nosso amanhã. “Com o grande clímax, eu estava tentando escrever sobre essa sensação de estar à beira de criar uma nova consciência, na forma de IA e robôs”, diz ele. “Eu queria que essa parte da canção se conectasse com uma percepção dos animais de um passado remoto, e então olhasse para o futuro com a tecnologia ganhando vida própria, uma imagem pacífica e serena disso, em vez de algo a se temer profundamente.”
Afinal, Green Island Days é, em sua essência, um álbum calmo e solitário, mas profundamente rico na sabedoria de que qualquer contratempo, naturalmente, é seguido por renovação. Ao unir o tom exploratório e coletivo de suas parcerias com a tranquilidade de sua própria introspecção, o disco nos abraça na melancolia, apenas para nos lembrar de que sempre há um terreno fértil e sereno para recomeçar.

(Crédito: Divulgação)